04/02/2010

Prêmio Caio

Vale e Temple são destaques na décima edição do Prêmio Caio


Com o estande “O minério presente em sua vida”, a Vale e a Temple ganharam o Jacaré de Bronze no Prêmio Caio 2009. Ambas concorreram na categoria Estande de Grande Porte pelo trabalho mostrado na Feira das Indústrias do Pará (Fipa) em 2009. A premiação é considerada a maior do setor de eventos, marketing promocional, turismo e promoção do País. Verena Morais, Gerente de Atendimento da Temple Comunicação, e Paula Costa, coordenadora de eventos da Temple Eventos, receberam o prêmio em 2 de fevereiro, em São Paulo.


Sob a coordenação da Temple Comunicação e estande foi projetado pelos arquitetos Aila Seguin, Gustavo Leão e Georgia Teixeira. A execução foi pela empresa Taboo Design. O estande foi considerado inovador, pois valorizou a tecnologia e acessibilidade. Tudo foi planejado para promover a inclusão e a interatividade pelos frequentadores da Fipa.
O projeto também teve caráter itinerante, sendo que o estande percorreu mais três municípios paraenses: Paragominas, Marabá e Parauapebas, localidades onde a Vale está inserida e foi utilizado em cinco feiras e eventos. Para tornar possível o uso da mesma estrutura em eventos nos diferentes municípios, foi concebido um estande modular, capaz de ser desmontado e acondicionado em caminhão. Assim sua estrutura era preservada.
Com 250m², o estande ofereceu ao público informações sobre as operações e os programas socioambientais e culturais da Vale e de suas empresas coligadas disponíveis por meio de monitores touchscreen, com telas sensíveis ao toque. O conteúdo do aplicativo contou com legenda, áudio, resumo em braile, além de possuir altura e posição adaptadas para facilitar a leitura por todos, de crianças a cadeirantes.
A tecnologia e seus recursos também foram pensados como ferramentas importantes de sustentabilidade. As telas interativas, com imagens em 3D, foram usadas em substituição a painéis ilustrativos. O espaço primou, também, pela redução e eliminação de resíduos ao meio ambiente, ao contrário do que poderia ocorrer em estandes tradicionais, que utilizam muito material gráfico.
Interatividade foi mesmo a palavra chave no estande. Os visitantes os conheceram um pouco mais sobre o uso e a importância dos minérios. O público pode gravar em vídeo um depoimento com o tema “O minério presente em minha vida”, contando suas experiências com os minérios no dia a dia. 554 depoimentos foram gravados pelo público participante
Sobre o Prêmio Caio - O nome do prêmio é uma homenagem a Caio de Alcantara Machado, profissional pioneiro na área de eventos e feiras de negócios, criativo e bem-sucedido no lançamento de novos produtos, promoção e organização de eventos. Caio enfrentou muitas dificuldades até atingir seus objetivos. Seus trabalhos, sempre reconhecidos, foram premiados diversas vezes, incluindo o prêmio Homem de Marketing do Ano, que arrematou seis vezes, e a Legião de Honra da França.
Sobre o Jacaré - O formato do prêmio entregue anualmente aos melhores profissionais e empresas de eventos foi inspirado na frase "Um dia vai dar jacaré", ouvida por Caio Alcantara Machado de um apostador contumaz, tornando-se sua marca registrada. Essa expressão é conhecida entre as pessoas que convivem com feiras e eventos e virou uma identificação carinhosa para Caio. Através dos tempos, dezenas, centenas de quadros e alegorias de jacarés foram se espalhando por seu escritório, presenteadas por seus amigos e admiradores.

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19/01/2010

Os desafios de comunicar na Amazônia

Cleide Pinheiro

Na região do Bico do Papagaio, extremo norte do Tocantins na divisa com o Pará, a vida da população segue o ciclo do rio. É o Araguaia que define o tempo para pescar, o tempo para se divertir, o tempo de plantar, o tempo de ganhar dinheiro... Na estação de estiagem de chuvas, a vazante afasta o rio da sede das propriedades. Como as estradas em más condições muitas vezes não permitem o acesso de carro, para comunicar a população sobre um projeto hidrelétrico que está em estudos na região, é preciso caminhar até 12 quilômetros trilha adentro para chegar ao retiro ou à sede da comunidade.

É nesse ritmo que a Temple trabalha a comunicação comunitária junto às populações localizadas na área de influência de grandes empreendimentos: ouvir e ser ouvido. E, geralmente, acompanhado de uma xícara de café na casa das pessoas.

Em muitas regiões da Amazônia, praticamente não há imprensa local, tampouco mídias tradicionais da publicidade. Internet, precariamente, na sede dos municípios.

Prevalece, assim, o trabalho de comunicação face a face, para nós, a mais intensa mídia social. Quando batemos à porta das casas, representando empreendimentos de áreas como mineração ou energia, por exemplo, não chegamos para dar publicidade. Nosso papel é informar, gerar compreensão, coletar as dúvidas e devolver respostas sempre que possível. E lidar com controvérsia também. Afinal, estamos na Amazônia.

Sempre repetimos que aqui “sua comunicação tem que estar muito bem integrada ao meio”. É fundamental compreender quem são as pessoas, como elas vivem e o que elas pensam. E respeitar isso.

Nesse cenário, ao experimentamos a comunicação social na sua essência, (re)descobrimos ferramentas como o rádio, que por essas bandas é um aliado estratégico. Pois, não bastassem as distâncias, que fazem uma viagem de barco levar dias, ainda lidamos com os altos índices de analfabetismo [1] da região Norte, um dos mais elevados do Brasil. Números que fazem a linguagem do rádio imprescindível na comunicação amazônica.

A experiência tem mostrado que o diálogo é um importante software social da sustentabilidade. Muitas empresas com as quais trabalhamos estão atentas a isso. Tanto que, na última década, participamos entusiasmados dessa movimentação, que tem colocado a comunicação praticada no Pará entre as melhores do país. Destaco, prioritariamente, o setor de mineração.

Grandes empresas que atuam no Estado sabem que a reputação é uma commodity inigualável. Ela libera licenças morais para operar e continuar operando grandes projetos por décadas. Portanto, precisa ser construída e defendida considerando todos os stakeholders.

É o que realiza a Alcoa em Juruti, no extremo oeste do Pará, quase chegando ao Amazonas. Inauguradas as operações de beneficiamento de bauxita, em agosto passado, a Companhia continua tocando outra obra: implantar um modelo de mineração que seja sustentável. Missão para a comunicação: mobilizar, engajar, provocar a sociedade local a pensar o futuro do município.

Com esse objetivo, há quatro anos são percorridos, ora pelas estradas de chão batido, ora pelas estradas de rio, milhares de quilômetros na construção de um diálogo permanente com os moradores do município e com as cerca de 200 comunidades rurais. Isso é feito por veículos de comunicação próprios, como revista, programa de rádio, newsletter dirigida a parceiros institucionais e organizações não governamentais. Além de imprensa e, quando preciso, publicidade.

Por hora, o Ibope sinaliza que 89% da população aprovam o projeto. A Alcoa planejou para Juruti a “mineração 2.0”. A comunicação está lá para explicar o que isso significa. Enquanto escrevo este artigo, uma equipe da agência percorre nove municípios do sudeste paraense, atuando na mobilização social preparatória para o licenciamento de uma grande siderúrgica, prevista para Marabá, no Pará. Novamente, muito porta a porta, muito diálogo com a população.

Este será o 12º processo de licenciamento de empreendimentos do qual participamos, com estratégias de comunicação voltadas para os públicos com quem o empreendedor deve falar – e entender. Nossa engenharia é social; nosso projeto, compreensão; nossa matéria-prima, informação.

Na Amazônia, as estratégias de comunicação precisam gerar entendimento. Sabemos que estamos no rumo certo, mas ainda há muito a ser feito para fortalecer o mercado de comunicação social na região. Grande parte desse avanço só foi possível graças ao desempenho da economia brasileira, que tem impulsionado novos investimentos por aqui. Depois do Pará, acreditamos que Manaus, Rondônia e Tocantins vão vivenciar experiências semelhantes no mercado de comunicação. Empreendimentos na área de energia e obras de infraestrutura devem criar esse ambiente. Esperamos que a comunicação de grandes projetos na Amazônia continue se adaptando bem a ele.

[1] Analfabetos: 11,5% (15 anos ou mais) no Norte, sendo 11% no Brasil. Analfabetos funcionais (menos de 4 anos de estudo): 27,1% no Norte e 23,5% no Brasil. Fonte: IBGE 2006

Artigo publicado na revista Comunicação Empresarial. Edição 73. Uma publicação da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - Aberje

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09/12/2009

A experiência transmite mais alto

Tiago Chaves

Na comunicação como um todo, o rádio a cada dia que se passa, reforça ainda mais sua força como um dos meios mais eficazes para fazer com que a notícia chegue ao público em geral. E isso resiste com extrema competência até mesmo nos dias atuais, quando as grandes estrelas são as novas mídias, inseridas no mundo virtual da internet que caminha a passos largos para ser o principal meio de comunicação da população.

Mas, enquanto a internet ainda busca sua consolidação, é a experiência do rádio, com décadas de atividade, que o faz ser o mais robusto de todos os modos de se transmitir a notícia. Seja por sua mobilidade ou pela facilidade de transmissão. O fato é que o rádio ainda está em todas as casas, celulares, carros e até mesmo na própria internet.

Uma situação que o coloca em posição confortável quando acontece algum desastre, tragédia ou até mesmo nos casos em que todo um sistema de abastecimento da população fica comprometido. Foi o que aconteceu recentemente, quando grande parte do Centro-Sul do Brasil foi atingido por um blecaute que desligou praticamente todos os eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Sites e servidores, emissoras de televisão e televisores ficaram comprometidos.

Naquela noite de terça-feira, 10 de novembro, o rádio voltou a apresentar à população e profissionais de comunicação a sua dinâmica e agilidade. Uma matéria publicada na revista Meio & Mensagem, de número 1385, de 16 de novembro, mostrou bem essa capacidade radiofônica quase que mutante. Entre os exemplos citados estão a produção de vinhetas criadas na hora para a situação, como na Jovem Pan, com “Durante o apagão, o rádio não apaga”. Outro caso foi a CBN, que integrou as mensagens de textos dos celulares e mídias sociais (blogs e twitter) para receber dos ouvintes informações a respeito da situação.

Outra prova da força do rádio é a pesquisa Vox Populi, divulgada em novembro, que aponta o rádio como líder em credibilidade, ficando à frente da internet, TV, jornal, revista e redes sociais. O estudo foi assunto de artigo publicado no Comunique-se e reproduzido no Espaço Aberto, que apontou a integração do rádio com a internet o motivo do sucesso.

Tudo isso não é de fato uma grande novidade para quem trabalha no meio. Empresas também já lançam mão dessa possibilidade na hora em que vão elaborar seus planos de comunicação. Quem acompanha o Blog T já viu exemplos disso, com entrevistas no Headphone ou até mesmo matérias sobre os programas produzidos pela agência para os clientes.

Então, caro leitor internauta, lembre-se de ligar seu rádio de vez em quando, seja no carro, no celular, internet ou até mesmo na televisão. Ele é o cara mais experiente da comunicação e um dos mestres na arte de transmitir notícias mundo afora.

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04/12/2009

Cinema no Headphone

Jornalista de formação, o entrevistado de hoje é um grande apaixonado por cinema. O entrevistado do Headphone é Fernando Segtowick.



Ele estudou a sétima arte na New York Film Academy, nos Estados Unidos, já tem dois documentários no currículo e está trabalhando no terceiro curta-metragem: o Matinta, que deve ser lançado em 2010.

Aqui, ele fala sobre estratégias de divulgação de cinema. Ponha o Headphone e escute!

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16/11/2009

Reforma abre novas possibilidades de comunicação com os eleitores

Uma campanha diferente, atual e inovadora. Isso é tudo o que um candidato busca quando lança sua candidatura a algum cargo público. É durante a fase de campanha que acontece uma verdadeira batalha pela conquista de votos, afinal, o preferido da população ganha a liderança nas urnas. Nesse contexto, a comunicação pode ser um fator decisivo na conquista de votos.

Estratégias de marketing podem definir o candidato que vai ocupar o cargo público e tem sido assim há muito tempo. Mas, na era de internet, as disputas eleitorais – e as campanhas – vão ganhar um novo tempero. O Congresso aprovou e o presidente Lula sancionou o projeto de reforma eleitoral que define novas regras para a disputa eleitoral do ano que vem.

Com as mudanças, a internet passa a ser mais um espaço para as campanhas. A reforma define, entre outras coisas, a liberação do uso da rede mundial de computadores por candidatos nos três meses de campanha eleitoral, iniciada em julho.

A web figura a partir de agora, portanto, como mais um espaço para se aproximar dos eleitores/internautas, o que permitirá um feedback mais rápido do público sobre as propostas e ações dos candidatos. Até então, o que se percebia era que os sites de candidatos não eram atualizados com frequência, mantinham notícias defasadas e não disponibilizavam conteúdo direcionado para eleitores ou imprensa. Isso tende a mudar e as próximas campanhas também devem incorporar ferramentas virtuais.

O Senador pelo estado do Pará, Fernando Flexa Ribeiro, já mantém ferramentas on line para se aproximar do público: site, newsletter, programa de rádio on line, canal no Youtube e um perfil no Twitter. “Todas as ferramentas são formas de quem acompanha o trabalho do senador, ver o que está sendo dito e feito por ele em Brasília”, explica Daniel Nardin, jornalista e assessor de imprensa do parlamentar.

Para Nardin, a importância da internet na divulgação do trabalho desenvolvido pelos políticos é indiscutível, mas as futuras campanhas não devem se basear nisso. “O senador é favorável que a lei libere ao máximo a internet, com restrições apenas ao uso indevido de imagem ou agressão. Mas ele não acredita que consiga votos por usar a internet. O maior benefício é se aproximar da população”, afirma o assessor.

Internacional – Coincidência ou não, a liberação do uso da internet nas campanhas políticas chega ao Brasil depois do grandioso desempenho que a campanha de Barack Obama, então candidato à presidência dos Estados Unidos, alcançou em 2008.

Em matéria do Comunique-se, o estrategista da campanha presidencial de Obama, Scott Goodstein, explicou porque decidiu apostar no crescimento das redes sociais para impulsionar a campanha do então candidato. “A TV sofre queda de audiência, os jornais nos Estados Unidos estão se deteriorando a cada dia. Por isso investimos nas redes sociais. Quando nós entramos no Twitter, disseram que isso era ridículo, mas a mesma coisa aconteceu com o Facebook e outras redes. Elas não são mais coisas de jovens. Hoje nós temos informações oficiais ali”, afirmou o estrategista.

O cenário é outro, certamente, tanto social quanto político, e a campanha tinha também o desafio de engajar a população americana, já que lá o voto não é obrigatório.

No Brasil, talvez o celular tenha mais funcionalidade para os marqueteiros. Com a reforma eleitoral, é permitido aos candidatos usar “outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica”, onde se encaixam os SMS, ou torpedos.

No debate com Goodstein, Marcelo Castelo, presidente da F/Biz, enfatizou que no Brasil o celular é uma grande vantagem, pelo grande número de usuários - são 164 milhões de usuários de celular, 20 milhões deles que acessam a internet pelo aparelho, contra 68 milhões de internautas. Castelo afirmou que hoje são mais de 50 milhões de usuários opt-in, ou seja, que deram autorização para que a operadora envie mensagens de terceiros. Com isso, a comunicação nas campanhas eleitorais pode ganhar mais espaço.

Certo é que as campanhas eleitorais têm tudo para se tornarem mais ágeis e interessantes para políticos e eleitores. Só saberemos de fato o que agências e políticos prepararam dentro de alguns meses, quando for dada a largada das campanhas eleitorais.

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05/11/2009

A importância de ser fluente em português

Por Thaís Naldoni*

Uma característica que chama muito a atenção nos textos de vários estudantes - e grande parte dos recém-formados em Jornalismo - é a ausência quase absoluta de vocabulário e um aparente desconhecimento profundo da língua portuguesa.

Chegam aqui, na redação de Imprensa, dezenas de currículos todas as semanas com pedidos de estágio e busca de vagas de emprego. Dentre os inúmeros predicados dos candidatos, me deparo com o conhecimento de línguas estrangeiras em quase todos eles: inglês fluente, espanhol fluente, italiano ou francês. Mas, ainda que eu reconheça a importância de outros idiomas em um mundo globalizado, defendo com unhas e dentes - e repito quase que como um mantra - a necessidade de que o estudante de Jornalismo e o próprio jornalista saibam, com fluência em fala e escrita, o português.

Posso listar aqui uma série de motivos para minha afirmação, mas ilustro com alguns exemplos, que mais parecem os e-mails de "pérolas do Enem" que circulam pela internet. Frases como: "tenho muito 'enterece' em 'faser' parte da equipe"; "na 'auzencia' de um local para estagiar, criei um blog para 'ezibir' meus textos"; "tenho 'fassilidade' para 'sujerir' pautas". Isso, claro, sem contar o desconhecimento das regras de crase, algumas conjugações verbais e concordância.

Posso afirmar, com conhecimento de causa, que o "fenômeno" não escolhe universidade. Já chegaram até nós textos com erros "hediondos" de estudantes e jovens profissionais tanto do ensino público, quanto do privado. Então, qual seria o motivo de tamanho déficit no uso de nossa língua?

Acredito que a falta de leitura seja o principal algoz da boa escrita. Se você estiver numa sala de aula de uma turma de Jornalismo e perguntar quantos leram ao menos um dos principais jornais daquele dia, garanto que muito menos da metade dos que estiverem no local levantarão a mão. Livros? Pergunte qual foi o último livro lido? Isso explica também a repetição de palavras nas matérias e nos trabalhos de faculdade. A ausência de leitura contribui de forma significativa para o empobrecimento do vocabulário.

Escrevo a coluna depois de ter dado três palestras seguidas e, nas três, ser questionada sobre os pré-requisitos necessários para um bom jornalista de internet. Minha resposta é sempre rápida e clara: saber falar e escrever o Português. Imagine a tragédia de, em uma matéria de web, em que a apuração é muito rápida e a postagem é feita sem que o texto passe pelo crivo de um revisor, de se publicar uma matéria em que "uma emissora vai deixar de 'ezibir' um programa"?

Por isso, meus caros, leiam, leiam, leiam, leiam muito. Estudem as regras gramaticais, caso haja dúvida em alguma. Quanto mais leitura, mais vocabulário. Quanto mais referências, menores as chances de erros primários em suas matérias, pois, caso os faça por distração, seu próprio repertório o salvará de pagar um mico astronômico. Antes de correr atrás das belas escolas de idiomas estrangeiros, seja um "expert" no seu. E saia na frente de muitos dos pleiteantes às vagas, cada vez mais disputadas, do mercado de trabalho.

Thaís Naldoni é jornalista, graduada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com passagens pela Folha Online e Sportv, também atuou como repórter e secretária de redação da Revista Imprensa. Texto publicado originalmente no Portal imprensa.

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26/10/2009

Curso de Jornalismo é o assunto do Headphone



Esta edição do Headphone é com o jornalista e professor da Universidade da Amazônia Mário Camarão.


Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Pará e mestre em Comunicação pela Universidade do Minho, de Portugal, Mário trocou a redação pela sala de aula. Foram nove anos na TV Liberal, fora as passagens por rádios e assessorias de imprensa. Atualmente, ele é professor de Telejornalismo e Novas Tecnologias da Unama e também coordena o Pró-TV, programa de estágio da TV Liberal.

Mesmo com essa agenda bem apertada, ele arranjou um espaço para conversar com a equipe do Blog T.

Você acha a que os cursos de graduação formam bons jornalistas? É a favor do diploma? Escute esse bate-papo e dê sua opinião.


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A arte de driblar as adversidades

Por Tiago Chaves

Dizem que um dos motivos para que o jornalismo seja uma grande paixão para quem o pratica é a possibilidade de presenciar o fato na hora que ele está acontecendo e, em seguida, contá-lo para a sociedade. E para jornalista, às vezes o pior é o melhor, ou seja, quanto mais atribulada a situação, mais atraente é a notícia.

Nem sempre, no entanto, é fácil relatar o fato. Há aqueles momentos em que o jornalista precisa de muito profissionalismo para superar situações constrangedoras ou que ofereçam risco à própria integridade e levar a notícia à sociedade.

Não é preciso ir longe para perceber que isso acontece. Grande parte dos jornalistas que praticam a forma mais tradicional da profissão, a reportagem, já passou por uma situação assim. Pessoas à beira da morte nos hospitais públicos, torcidas de clubes revoltadas, cercos em protestos ou até mesmo sendo atingidos por quem devia oferecer segurança, a polícia.

São nestes momentos que o jornalista dá uma das maiores demonstrações de amor à profissão – talvez eles próprios diriam se tratar de insanidade mental. Em vez de se intimidarem, pedirem para sair do local, largar a pauta e retornar para casa, eles agarram com mais força as armas que carregam (bloco de notas, canetas, câmeras fotográficas e filmadoras) e vão em busca do melhor resultado.

Exemplos não faltam. Jornalista formado em janeiro de 2008, mas trabalhando na profissão desde 2003, André França, repórter da TV Record Belém, viveu um dos períodos mais marcantes da sua carreira, até agora, no dia 24 de julho de 2009. Escalado para cobrir uma pauta de desapropriação de terra, no bairro Curió-Utinga, na região metropolitana de Belém, ele foi atingido por bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, lançadas pela Polícia Militar durante o confronto com os moradores.

“Quando a fumaça das bombas se dissipou alguns moradores vieram em nossa (da equipe) direção. Um passou o meu braço pelo ombro e começou a me carregar. Foi engraçado nesse momento porque senti que estava sendo carregado, mas não via o que estava acontecendo”, relembra André. “Eu lembro que não soltei a caneta e o papel que estavam comigo. Meu pensamento era continuar ali e, mesmo sem condições, queria terminar de fazer o VT. Mas, infelizmente, foi a única reportagem da minha vida que não consegui concluir.”

Mas não é só na editoria de polícia que esses momentos acontecem. Aqueles que fazem a cobertura esportiva, por exemplo, também precisam colocar o profissionalismo acima de tudo. Afinal de contas, as torcidas de clubes de futebol são as mais fanáticas – e, em alguns casos, até mesmo os jogadores são os protagonistas. Imagine ser alvo de 40 mil vozes gritando “elogios” à você.

A jornalista Andreza Batalha, que durante um ano foi repórter esportiva da TV Cultura do Pará, passou por uma situação dessas. “É comum repórteres mulheres no esporte, mas, ainda assim, passamos por situações delicadas. Lembro de duas que me deixaram bastante constrangida: fui cobrir a chegada do técnico Flávio Campos ao Clube do Remo e quando fui gravar a passagem de vídeo, no meio do gramado do Baenão, vários torcedores começaram a gritar coisas como “gostosa” e isso me deixou muito irritada e constrangida, claro que não consegui gravar de primeira, o que foi me deixando mais nervosa, mas lá pela quarta ou quinta tentativa, esqueci as grosserias que eu tava escutando e me concentrei no trabalho”, conta.

“Outra situação delicada que passei nesse período foi ao final de um jogo da Tuna, não lembro contra quem. Para conseguir a entrevista, tivemos que passar pelo vestiário. O cinegrafista que me acompanhava, Nelson Batista, foi na frente pra ver se todo mundo já estava vestido e se daria pra eu entrar. E estavam, mas quando um jogador me viu entrando, imediatamente ele baixou o short e começou a andar totalmente sem roupa pelo vestiário. Foi ridículo, mas ignorei completamente o indivíduo e fui atrás da minha entrevista”, relembra Andreza.

Situações que fazem do jornalismo algo realmente instigante e surpreendente e que, de acordo com os próprios jornalistas, só alguém louco o bastante para realmente gostar.

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19/10/2009

Lamentamos o falecimento do jornalista Gouvêa Júnior, cinegrafista da TV Liberal, que nos deixou hoje (19/10).
Nossos pêsames a todos que conviveram com Gouvêa, em especial à família, representada pela amiga e jornalista Leni Sampaio e seus dois filhos.

Equipe Temple Comunicação

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16/10/2009

Alcoa, Imerys e Temple conquistam o Aberje Nacional



A comunicação do Pará comemora a conquista de dois prêmios Aberje Brasil com Alcoa e Imerys, clientes da Temple Comunicação. As conquistam valorizam a comunicação corporativa produzida na Região Norte, por profissionais daqui. Garantem também mais visibilidade às práticas de comunicação realizadas na Amazônia, onde o cenário exige um modo de ação inteiramente particular.

Os vencedores do Aberje foram anunciados em São Paulo, no último dia 8 de outubro, data em que se comemora o Dia da Comunicação Organizacional. Em sua 35ª edição, o Prêmio Aberje é considerado o mais importante na área de comunicação organizacional do Brasil e envolve projetos de todas as regiões do país.

A Imerys Rio Capim Caulim foi a vencedora do prêmio na categoria Comunicação Integrada. Com o case “Diálogo, transparência e responsabilidade: novos rumos no relacionamento da Imerys RCC com seus stakeholders”, a Imerys concorreu com as empresas Oi (Região Espírito Santo e Rio de Janeiro), Federação das Unimeds de Minas Gerais (Região Minas Gerais e Centro-Oeste) e Klabin (Região São Paulo).

O case vencedor da Imerys descreveu o plano de comunicação integrada que já está sendo desenvolvido há mais de um ano com diversos stakeholders da empresa, localizada em Barcarena. O principal objetivo do plano é estreitar e manter relações transparentes, reforçando o compromisso da empresa com a responsabilidade socioambiental e com o desenvolvimento do Pará.

Na categoria Comunicação de Ações de Sustentabilidade e Balanço Social, a vencedora foi a Alcoa, com o case “Juruti Sustentável: Comunicação pelo Engajamento Social", que descreve o conjunto de ações de comunicação da Mina de Bauxita de Juruti, no Oeste do Pará, colocado em prática diariamente para difundir o valor da sustentabilidade.

A empresa comemora o bicampeonato, já que em 2008 também foi vencedora do Aberje com o case “Revista juruti”. Este ano, a Alcoa mostrou o exemplo bem sucedido das ações de comunicação que têm como base o tripé Juruti Sustentável, desenhado pela Alcoa em parceria com a Fundação Getúlio Vargas-FGV e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade-FUNBIO, visando a dar suporte para o desenvolvimento do município de forma ordenada e independente.

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09/09/2009

Revista Época: Blogs na Amazônia


A edição desta semana da revista Época traz uma extensa pauta sobre blogs na Amazônia, a partir da pesquisa “Cartografia da Blogosfera Brasileira”, conduzida pelo professor da Universidade Federal do Espírito Santo (e blogueiro) Fábio Malini.


Foram selecionados quatro blogs: do Amapá, Rondônia e Acre. E tem um blog paraense (imagem) na lista que não é sobre política e tampouco feito por jornalistas. Como todo blog bom, os comentários na página da Época esquentaram o debate sobre a própria reportagem e os autores de blogs retratados na reportagem de Eliane Brum, jornalista gaúcha com 20 anos de estrada e uns 40 prêmios de reportagem, entre eles Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna e Sociedade Interamericana de Imprensa.

Aliás, merece destaque um post na caixa de comentários da Época, editado aqui para não limitar seu sentido aos blogueiros do Amapá. Vale como reflexão.

Na Internet, é fácil manter um blog com o objetivo de saciar-se com golpes baixos sobre quem lhe causou um revés. (...) Se a repórter [de Época] utilizasse o rigor jornalístico e não só seu entusiasmo e sua emoção, teria também feito um relato fiel da orgia desses blogs por aqui e na sinistra árvore de comentários anônimos que os adornam. Exatamente como acontece entre os cheiradores de crack nos viadutos: ninguém quer saber o que é verdade e o que é delírio. Se a repórter tivesse ainda mais um pouco de disposição pela verdade, relataria que esses blogs impressiona sim, pela capacidade de ao mesmo tempo acolher e disseminar tolerância e fascismo, ética e delito, transparência e anonimato covarde, esperança e medo, civilização e barbárie. É um caminho sem volta sabemos. Mas se é parte do preço que devemos pagar para viver e trabalhar em uma democracia, não devemos temer. Mesmo que por enquanto seja assustador e ultrajante.

A reportagem completa está aqui.

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04/09/2009

Jornalismo do Pará perde Raimundo Pinto


A Temple Comunicação lamenta o falecimento na noite de ontem (3/9) do jornalista Raimundo Pinto, parceiro da agência e amigo pessoal das diretoras Cleide Pinheiro e Mirtes Morbach.

Repórter desde 1971, Raimundo deixa seu nome na comunicação do Pará. Iniciou carreira como repórter no extinto jornal A Província do Pará e integrou, como repórter ou como editor, a equipe dos principais jornais locais. Foi também assessor de comunicação, correspondente de jornais nacionais, como O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal da Tarde, e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará. O reconhecimento profissional veio com a conquista de prêmios importantes, a exemplo do Esso e do Aimex. Seu projeto mais recente era o site Pará Negócios, isso para citar brevemente a carreira desse excelente jornalista.

Para a Temple, que contou com a parceria e consultoria de Raimundo, assim como para aqueles que trabalharam com ele, fica a imagem de um profissional de dedicação e competência únicas. Parceiro para as grandes empreitadas. Experiente, Raimundo tinha o dom do jornalismo de qualidade, sempre buscando a melhor informação e a maneira mais correta de divulgá-la. Ao mesmo tempo, era modesto e gentil, quase que ignorando as qualidades que poderia exibir.. Comportamento que o tornava ainda mais admirável.

Pessoalmente, Raimundo também é um exemplo de amizade e lealdade. Lúcio Flávio Pinto, seu irmão, escreveu um belo texto, reproduzido pelo Blog Espaço Aberto, em que fala do irmão e do profissional que Raimundo foi e que ficará na lembrança de todos.

À família do Raimundo, o abraço fraterno e repleto de carinho de todos nós, da Temple.

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03/09/2009

Um... dois... TRÊS Prêmios Aberje




Três clientes da Temple Comunicação venceram o Prêmio Aberje Norte-Nordeste 2009: Alcoa (categoria Comunicação de Ações de Sustentabilidade e Balanço Social), IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração (categoria Eventos Especiais) e Imerys Rio Capim Caulim (categoria Comunicação Integrada).

A próxima etapa é o Prêmio Aberje Nacional, a ser defendido ainda este mês, em São Paulo.

Nossos parabéns aos clientes, principais responsáveis por essa jornada de trabalho, bons resultados e merecido sucesso.

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31/08/2009

Blog do Planalto no ar. Sem comentários.

Por Alan Cativo

O Blog do Planalto entrou no ar hoje, 31 de agosto, sem permitir a postagem de comentários do público (mesmo que moderada pela equipe da Secretaria de Imprensa da Presidência da República). Aliás, o veículo age exatamente em sentido contrário: há, sim, um arsenal de possibilidades incentivando o público a copiar e distribuir o conteúdo postado, por meio de conexões com Twitter, Facebook, Del.i.ci.ous e outros mais.

Ficou a impressão de que entrou no ar, em verdade, a agência de notícias do Planalto, por assim dizer. E que tem inclusive estrutura como tal, com uma equipe da Secretaria de Comunicação formada por três jornalistas e dois técnicos exclusivos para o blog, informou o G1.

No primeiro dia, os mais de 10 mil acessos simultâneos deixaram de fora muita gente que tentou conhecer o novo canal.

Mas os números podem refletir mais curiosidade que euforia. Primeiro: no final de junho passado a Secretaria de Imprensa abriu uma consulta pública para saber o que o público esperava encontrar no blog. Não vi em que estratégia isso resultou, mas aposto uns trocados que ninguém recomendou cortar a valiosa (mesmo que muitas vezes mal utilizada) caixinha de comentários. Segundo: enquanto divulgava o futuro blog, a promessa oficial era de “informar, explicar e contextualizar as ações, decisões e mensagens do governo federal”. Nitidamente, por hora só o primeiro verbo se faz presente.

Contextualizar talvez tenha sido um dos avanços dos blogs como veículo de comunicação, ao gerar no debate com a platéia uma caixa de ressonância de temas de interesse público – ela mesma, a tal caixa de comentários. Não se quer discutir se alguns blogs não têm critérios e optem deliberadamente por publicar impropérios como se comentários fossem. A platéia é assim mesmo. Mas o caso é que a caixa de comentários é um avanço exatamente ao ampliar a notícia e dar a ela uma perspectiva maior que o lead ou o título.

É quando o blog funciona como mediador, e não distribuidor de informação.

Tentar controlar todo tipo de opinião gerada pelo público é um tremendo desafio para quem administra algum veículo na internet. Criar regras e apegar-se a elas é uma saída moral e jurídica para muitos blogueiros, a exemplo do que faz Juca Kfouri. E veja lá que muitos blogueiros agem como veículo de comunicação, mas passam longe de qualquer registro próximo dos de uma empresa difusora de notícias.

E reparem que já existem empresas especializadas em produzir comentários em blogs selecionados pelo cliente e todas as técnicas de Search Engine Optimization (numa tradução totalmente livre, é algo como “colocar sua marca entre os primeiros resultados do Google”).

Há um universo de grandes questões que diz respeito às caixinhas de comentários, e que é do tamanho de 60% da população da internet brasileira segundo o Ibope Nielsen Online, que apontou quase 22 milhões de pessoas acessando blogs em julho no Brasil.

Nas organizações, vale inclusive ater-se ao conteúdo, às críticas impublicáveis geralmente recusadas nas intranets. Um gerente de comunicação ou de gestão de pessoas a serviço de uma empresa pode aprender, por meio do esculacho na caixa de comentários, como pensam os empregados insatisfeitos que desabafam, criticam e atacam por meio de comentários anônimos. E daí utilizar a parte mais qualificada dessa informação para pautar o futuro do trabalho. Não à toda, pesquisa do IBOPE e do Nielsen Online indicam que agências de comunicação empresarial estão criando áreas específicas para administrar blogs.

O pessoal da comunicação do governo federal não deveria ter medo da tal caixinha de comentários. Para ela iria resvalar muito, muito lixo, sim. Uma montanha de irrelevâncias a ser deletada. Mas também iria catalisar várias correntes de pensamento e percepções sobre temas que sem dúvida devem interessar quem planeja a comunicação do governo. Temas que interessam ao país – e que se pressupõe, portanto, de interesse do próprio governo.

A opção em banir os comentários do Blog do Planalto deve ter suas razões, mas são razões exclusivamente da instituição governo. Muito exclusivamente da instituição. Tão exclusivamente que não dá para entender como um canal de comunicação do governo, justamente o governo, se dispõe a não assumir os riscos e ouvir o público sem a intermediação das pesquisas de imagem e outros indicadores da comunicação. Algum comentário aí?

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14/08/2009

Headphone revela histórias do Catalendas



Esta semana, o Headphone invadiu o mundo encantado do programa infantil Catalendas. Nosso bate-papo é com o diretor do programa, Roger Paes.



Há uma década no ar, o Catalendas é uma produção da TV Cultura do Pará, que há oito anos é transmitido em rede para todo o Brasil e mais recentemente passou a ser exibido no canal pago Rá-tim-bum.

O formato da produção faz tanto sucesso, que ele foi citado em uma matéria sobre programas regionais publicada na Revista Veja de 05 de agosto.

Nesse bate-papo, Roger revela as histórias do Catalendas. Clique aqui e escute!

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27/07/2009

Segundo tempo da entrevista com Guilherme Guerreiro


Como todo bom jogo, emoções fortes também rolam no segundo tempo.

Esta semana, você confere a segunda parte da entrevista com o locutor Guilherme Guerreiro.

Ele vai falar sobre a participação das mulheres nas coberturas esportivas nas rádios AM, a Copa que não veio para Belém e histórias dos bastidores de quem já tem mais de 30 anos de experiência.

Confira o segundo tempo!


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20/07/2009

Headphone entra em campo e conversa com Guilherme Guerreiro


O mundo do esporte na rádio AM é o tema da nossa entrevista da semana.


O Headphone recebeu no Ide Studio o radialista Guilherme Guerreiro. Com mais de 30 anos de carreira, ele fala da cobertura esportiva no Pará, da rotina e, claro, revela situações hilárias dos bastidores da rádio.

O papo foi muito bacana e assim como são as partidas no futebol, a conversa vai ser dividida em dois tempos.

Põe o headphone e escuta!

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O papel da comunicação na prevenção de acidentes de trabalho

Lilianne Villacorta, Tom Jones e Nihara Pereira

Comunicação previne acidentes no ambiente trabalho? Para responder a esta pergunta, o Blog T convidou profissionais responsáveis também pela comunicação interna de grandes indústrias – setor onde estão os maiores riscos ao trabalhador e onde estão os principais investimentos em equipamentos de proteção, protocolos de segurança e, claro, comunicação dirigida para prevenção.

São empresas clientes da Temple Comunicação, e que acumulam experiência no uso de ferramentas como jornais, revistas, murais, newsletters, exposições, teatro, campanhas, rádio e até televisão. Tudo para falar diretamente ao trabalhador sobre segurança - seja para clarificar as regras internas estipuladas por especialistas no tema, seja para valorizar a vida humana. São experiências de muito esforço, participação direta das pessoas e criatividade nas linguagens de comunicação.

É que o conta a gerente de Comunicação da Mineração Rio do Norte (MRN), Ana Cunha. Ela diz que a comunicação hoje representa, junto com outras áreas de apoio, a base para a condução dos processos e dos negócios de uma organização. Inclusive segurança. “As ferramentas não precisam ser inovadoras para serem eficazes. O que fazemos é usar ou adequar procedimentos sabidamente eficientes. O mais importante é tentar inovar na abordagem e não no veículo”, opina.

Para Tathy Fleury, analista de comunicação da Imerys Rio Capim Caulim, as campanhas internas são oportunidades de integração, de tirar dúvidas, além de abrir espaço para compartilhar conceitos e idéias. “Nós incluímos nossos colaboradores nessas campanhas, seja em concursos de frases ou em peças de teatro sobre segurança em que os atores interagem com os funcionários da empresa. Buscamos sempre mostrar que eles são protagonistas e fundamentais para que o trabalho na empresa ocorra com a máxima segurança”.

A empresa distribui a informação através de comunicados internos em quadros de aviso e e-mails, além do informativo interno Foco, distribuído mensalmente, e campanhas no decorrer do ano.

Muitas indústrias mantêm a tradicional Semana Interna de Prevenção de Acidentes na agenda anual. A segurança, por ser exigência trabalhista legal ou ao menos a partir disso, tornou-se tema permanente nas indústrias. Tal caso: Tathy Fleury lembra que em se tratando de segurança, mesmo números baixíssimos de acidentes de trabalho precisam ser reduzidos mais e mais.

Nesse esforço, o formato da mensagem pouco tem a ver com publicidade. Ela deve ser clara, objetiva e eficiente para que chegue a todos os funcionários. Um exemplo é o DDS - Diálogo Diário de Segurança, apontado como um dos mais eficazes procedimentos de comunicação com os funcionários. É o exercício da comunicação face a face. “Tanto que as campanhas ganham força depois de apresentadas e justificadas nessas dinâmicas”, Tathy completa. Na MRN não é diferente, afirma Ana Cunha.

“O DDS é um encontro de dez minutos feito antes de se começar qualquer turno, no qual é reforçada aos colaboradores a importância da segurança no trabalho. Isso faz com que essa consciência esteja sempre presente na rotina dos colaboradores, ou seja, eles já começam o dia centrados na meta de serem sempre zero em acidentes”.

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15/07/2009

O manual do guerrilheiro

As empresas cedem aos encantos do marketing de guerrilha - uma estratégia de promoção que traz visibilidade e risco na mesma proporção


No mês passado, 3 000 pessoas se reuniram no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, num protesto organizado por um certo Movimento dos Sem Namorados. Uma passeata nos mesmos moldes havia sido realizada dois dias antes no Rio de Janeiro, levando 500 pessoas a caminhar pelas ruas do centro da cidade em plena sexta-feira, protestando contra o fato de estarem sem um par a poucas semanas do Dia dos Namorados. As manifestações eram, na verdade, uma ação de marketing do site de relacionamento ParPerfeito. Duas semanas antes, a empresa carioca Biruta Mídias Mirabolantes, especializada em ações inusitadas, havia recebido do site a missão de elaborar uma campanha para o Dia dos Namorados com apenas 60 000 reais. Com esse dinheiro, não se compra mais do que um quarto de página de espaço publicitário num jornal de grande circulação. Mas as passeatas renderam mais de 300 matérias de TV, rádio, jornal e internet, o equivalente a 10 milhões de reais em mídia espontânea.

A ação foi um dos mais bem-sucedidos casos de marketing de guerrilha, como são chamadas essas ações promocionais realizadas nas ruas, quase sempre envolvendo o uso da internet, com baixo investimento e que buscam a repercussão por meio do bom e velho boca a boca. A tática de guerrilha se enquadra na categoria do marketing que os americanos definem como bellow the line - ou seja, ações paralelas à publicidade tradicional, voltada para a comunicação de massa. "O marketing de guerrilha se tornou uma opção a mais numa categoria que envolve atividades como eventos, promoções em ponto de venda, e até mesmo ao outdoor, que depois de proibido em São Paulo cedeu espaço a outras iniciativas de baixo custo", diz Rafael Liporace, sócio da Biruta. O número de ações realizadas pela agência reflete essa súbita procura. A Biruta deve fechar 2009 com 270 ações, ante as 88 realizadas em 2006.

As empresas que investem em marketing de guerrilha se dividem basicamente em dois grupos. O primeiro reúne companhias sem recursos para investir em propaganda tradicional. É o caso do site ParPerfeito, que usa basicamente anúncios na internet para se promover e agora busca projeção além dos limites da web. No segundo grupo estão empresas com tradição em investimentos em publicidade convencional mas que procuram diversificar as formas de atingir os consumidores. É o caso da Cadbury Adams, gigante global de chocolates, balas e gomas de mascar. Em novembro, a empresa estreou na guerrilha com uma ação um tanto quanto bizarra promovida pela agência paulista Espalhe para a marca Trident. Para divulgar uma versão da goma de mascar cujo sabor dura mais tempo, o ator Cauã Reymond foi contratado para fazer um filme em que mascava um chiclete durante 15 minutos. O filme foi levado ao ar num site da internet e o chiclete mascado acabou leiloado para fãs interessadas em confirmar se o sabor havia resistido à sessão de mastigação do ator. Foi arrematado por 349 reais. Logo depois, a Cadbury partiu para uma segunda ação, batizada de Speed Dating. Na ação, o metrô de Porto Alegre foi fechado na noite do último dia 20 de junho para realizar o primeiro encontro de 48 casais selecionados por um site de relacionamento montado para a campanha. "São iniciativas pontuais, relativamente restritas, mas que chamam muito a atenção", diz Emilia Bertolli, porta-voz da Cadbury no Brasil.

Da mesma forma que a Cadbury Adams, grandes anunciantes, como Claro, Shell, Gafisa, Cyrela e SulAmérica, descobriram a guerrilha como um recurso extra para reforçar suas marcas. No entanto, produzir ações desse tipo requer cuidados. Normalmente, as ações de guerrilha são planejadas em conjunto com a agência de publicidade responsável pela propaganda das empresas. No caso da carioca Biruta, por exemplo, 60% dos projetos são feitos sob encomenda das agências. Isso permite um alinhamento entre as ações relativamente anárquicas dos guerrilheiros e a linha geral do marketing. Uma ação de guerrilha mal planejada ou conduzida de forma amadora pode resultar em desastres para a imagem. Recentemente, o Greenpeace promoveu uma ação de guerrilha no vão central da ponte Rio-Niterói. Realizada de forma clandestina e sem autorização oficial, a ação provocou um engarrafamento de 5 quilômetros nos acessos à ponte e protestos indignados de motoristas contra a entidade em sites como Twitter e Orkut. Em sua afoiteza por aparecer, os verdes do Greenpeace violaram um princípio básico do manual do guerrilheiro: a falta de estratégia é um erro fatal.

Texto publicado na Revista Exame.

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13/07/2009

Headphone faz homenagem a Juvêncio Arruda


Documentários, Academia Amazônia, debatedor do Sem Censura... Apesar dessa longa história, foi no mundo virtual que Juvêncio Arruda, o Juca, vinha revolucionando a comunicação paraense.


O mundo dos blogs no Pará é dividido antes e depois do Quinta Emenda, o blog mais acessado de Belém.

Formado em Economia, com uma voz divina e um papo maravilhoso, Juvêncio mantinha a popularidade do Quinta misturando doses de informação e sátira.

Nesta segunda-feira, 13 de julho, nos despedimos deste grande homem. E todos que nos acostumamos a fazer do Quinta Emenda leitura diária obrigatória nos sentimos hoje mais tristes e um pouco órfãos dos posts irreverentes do Juca.

O Blog T presta sua homenagem relembrando uma das maiores habilidades do Juca: um bom papo. A entrevista do Headphone foi gravada no dia 19 de maio.


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