Por Thaís Naldoni*
Uma característica que chama muito a atenção nos textos de vários estudantes - e grande parte dos recém-formados em Jornalismo - é a ausência quase absoluta de vocabulário e um aparente desconhecimento profundo da língua portuguesa.
Chegam aqui, na redação de Imprensa, dezenas de currículos todas as semanas com pedidos de estágio e busca de vagas de emprego. Dentre os inúmeros predicados dos candidatos, me deparo com o conhecimento de línguas estrangeiras em quase todos eles: inglês fluente, espanhol fluente, italiano ou francês. Mas, ainda que eu reconheça a importância de outros idiomas em um mundo globalizado, defendo com unhas e dentes - e repito quase que como um mantra - a necessidade de que o estudante de Jornalismo e o próprio jornalista saibam, com fluência em fala e escrita, o português.
Posso listar aqui uma série de motivos para minha afirmação, mas ilustro com alguns exemplos, que mais parecem os e-mails de "pérolas do Enem" que circulam pela internet. Frases como: "tenho muito 'enterece' em 'faser' parte da equipe"; "na 'auzencia' de um local para estagiar, criei um blog para 'ezibir' meus textos"; "tenho 'fassilidade' para 'sujerir' pautas". Isso, claro, sem contar o desconhecimento das regras de crase, algumas conjugações verbais e concordância.
Posso afirmar, com conhecimento de causa, que o "fenômeno" não escolhe universidade. Já chegaram até nós textos com erros "hediondos" de estudantes e jovens profissionais tanto do ensino público, quanto do privado. Então, qual seria o motivo de tamanho déficit no uso de nossa língua?
Acredito que a falta de leitura seja o principal algoz da boa escrita. Se você estiver numa sala de aula de uma turma de Jornalismo e perguntar quantos leram ao menos um dos principais jornais daquele dia, garanto que muito menos da metade dos que estiverem no local levantarão a mão. Livros? Pergunte qual foi o último livro lido? Isso explica também a repetição de palavras nas matérias e nos trabalhos de faculdade. A ausência de leitura contribui de forma significativa para o empobrecimento do vocabulário.
Escrevo a coluna depois de ter dado três palestras seguidas e, nas três, ser questionada sobre os pré-requisitos necessários para um bom jornalista de internet. Minha resposta é sempre rápida e clara: saber falar e escrever o Português. Imagine a tragédia de, em uma matéria de web, em que a apuração é muito rápida e a postagem é feita sem que o texto passe pelo crivo de um revisor, de se publicar uma matéria em que "uma emissora vai deixar de 'ezibir' um programa"?
Por isso, meus caros, leiam, leiam, leiam, leiam muito. Estudem as regras gramaticais, caso haja dúvida em alguma. Quanto mais leitura, mais vocabulário. Quanto mais referências, menores as chances de erros primários em suas matérias, pois, caso os faça por distração, seu próprio repertório o salvará de pagar um mico astronômico. Antes de correr atrás das belas escolas de idiomas estrangeiros, seja um "expert" no seu. E saia na frente de muitos dos pleiteantes às vagas, cada vez mais disputadas, do mercado de trabalho.
Thaís Naldoni é jornalista, graduada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com passagens pela Folha Online e Sportv, também atuou como repórter e secretária de redação da Revista Imprensa. Texto publicado originalmente no Portal imprensa.
05/11/2009
A importância de ser fluente em português
26/10/2009
Curso de Jornalismo é o assunto do Headphone

Esta edição do Headphone é com o jornalista e professor da Universidade da Amazônia Mário Camarão.
Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Pará e mestre em Comunicação pela Universidade do Minho, de Portugal, Mário trocou a redação pela sala de aula. Foram nove anos na TV Liberal, fora as passagens por rádios e assessorias de imprensa. Atualmente, ele é professor de Telejornalismo e Novas Tecnologias da Unama e também coordena o Pró-TV, programa de estágio da TV Liberal.
Mesmo com essa agenda bem apertada, ele arranjou um espaço para conversar com a equipe do Blog T.
Você acha a que os cursos de graduação formam bons jornalistas? É a favor do diploma? Escute esse bate-papo e dê sua opinião.
A arte de driblar as adversidades
Por Tiago Chaves
Dizem que um dos motivos para que o jornalismo seja uma grande paixão para quem o pratica é a possibilidade de presenciar o fato na hora que ele está acontecendo e, em seguida, contá-lo para a sociedade. E para jornalista, às vezes o pior é o melhor, ou seja, quanto mais atribulada a situação, mais atraente é a notícia.
Nem sempre, no entanto, é fácil relatar o fato. Há aqueles momentos em que o jornalista precisa de muito profissionalismo para superar situações constrangedoras ou que ofereçam risco à própria integridade e levar a notícia à sociedade.
Não é preciso ir longe para perceber que isso acontece. Grande parte dos jornalistas que praticam a forma mais tradicional da profissão, a reportagem, já passou por uma situação assim. Pessoas à beira da morte nos hospitais públicos, torcidas de clubes revoltadas, cercos em protestos ou até mesmo sendo atingidos por quem devia oferecer segurança, a polícia.
São nestes momentos que o jornalista dá uma das maiores demonstrações de amor à profissão – talvez eles próprios diriam se tratar de insanidade mental. Em vez de se intimidarem, pedirem para sair do local, largar a pauta e retornar para casa, eles agarram com mais força as armas que carregam (bloco de notas, canetas, câmeras fotográficas e filmadoras) e vão em busca do melhor resultado.
Exemplos não faltam. Jornalista formado em janeiro de 2008, mas trabalhando na profissão desde 2003, André França, repórter da TV Record Belém, viveu um dos períodos mais marcantes da sua carreira, até agora, no dia 24 de julho de 2009. Escalado para cobrir uma pauta de desapropriação de terra, no bairro Curió-Utinga, na região metropolitana de Belém, ele foi atingido por bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, lançadas pela Polícia Militar durante o confronto com os moradores.
“Quando a fumaça das bombas se dissipou alguns moradores vieram em nossa (da equipe) direção. Um passou o meu braço pelo ombro e começou a me carregar. Foi engraçado nesse momento porque senti que estava sendo carregado, mas não via o que estava acontecendo”, relembra André. “Eu lembro que não soltei a caneta e o papel que estavam comigo. Meu pensamento era continuar ali e, mesmo sem condições, queria terminar de fazer o VT. Mas, infelizmente, foi a única reportagem da minha vida que não consegui concluir.”
Mas não é só na editoria de polícia que esses momentos acontecem. Aqueles que fazem a cobertura esportiva, por exemplo, também precisam colocar o profissionalismo acima de tudo. Afinal de contas, as torcidas de clubes de futebol são as mais fanáticas – e, em alguns casos, até mesmo os jogadores são os protagonistas. Imagine ser alvo de 40 mil vozes gritando “elogios” à você.
A jornalista Andreza Batalha, que durante um ano foi repórter esportiva da TV Cultura do Pará, passou por uma situação dessas. “É comum repórteres mulheres no esporte, mas, ainda assim, passamos por situações delicadas. Lembro de duas que me deixaram bastante constrangida: fui cobrir a chegada do técnico Flávio Campos ao Clube do Remo e quando fui gravar a passagem de vídeo, no meio do gramado do Baenão, vários torcedores começaram a gritar coisas como “gostosa” e isso me deixou muito irritada e constrangida, claro que não consegui gravar de primeira, o que foi me deixando mais nervosa, mas lá pela quarta ou quinta tentativa, esqueci as grosserias que eu tava escutando e me concentrei no trabalho”, conta.
“Outra situação delicada que passei nesse período foi ao final de um jogo da Tuna, não lembro contra quem. Para conseguir a entrevista, tivemos que passar pelo vestiário. O cinegrafista que me acompanhava, Nelson Batista, foi na frente pra ver se todo mundo já estava vestido e se daria pra eu entrar. E estavam, mas quando um jogador me viu entrando, imediatamente ele baixou o short e começou a andar totalmente sem roupa pelo vestiário. Foi ridículo, mas ignorei completamente o indivíduo e fui atrás da minha entrevista”, relembra Andreza.
Situações que fazem do jornalismo algo realmente instigante e surpreendente e que, de acordo com os próprios jornalistas, só alguém louco o bastante para realmente gostar.
19/10/2009
Lamentamos o falecimento do jornalista Gouvêa Júnior, cinegrafista da TV Liberal, que nos deixou hoje (19/10).
Nossos pêsames a todos que conviveram com Gouvêa, em especial à família, representada pela amiga e jornalista Leni Sampaio e seus dois filhos.
Equipe Temple Comunicação
16/10/2009
Alcoa, Imerys e Temple conquistam o Aberje Nacional
Os vencedores do Aberje foram anunciados em São Paulo, no último dia 8 de outubro, data em que se comemora o Dia da Comunicação Organizacional. Em sua 35ª edição, o Prêmio Aberje é considerado o mais importante na área de comunicação organizacional do Brasil e envolve projetos de todas as regiões do país.
A Imerys Rio Capim Caulim foi a vencedora do prêmio na categoria Comunicação Integrada. Com o case “Diálogo, transparência e responsabilidade: novos rumos no relacionamento da Imerys RCC com seus stakeholders”, a Imerys concorreu com as empresas Oi (Região Espírito Santo e Rio de Janeiro), Federação das Unimeds de Minas Gerais (Região Minas Gerais e Centro-Oeste) e Klabin (Região São Paulo).
O case vencedor da Imerys descreveu o plano de comunicação integrada que já está sendo desenvolvido há mais de um ano com diversos stakeholders da empresa, localizada em Barcarena. O principal objetivo do plano é estreitar e manter relações transparentes, reforçando o compromisso da empresa com a responsabilidade socioambiental e com o desenvolvimento do Pará.
Na categoria Comunicação de Ações de Sustentabilidade e Balanço Social, a vencedora foi a Alcoa, com o case “Juruti Sustentável: Comunicação pelo Engajamento Social", que descreve o conjunto de ações de comunicação da Mina de Bauxita de Juruti, no Oeste do Pará, colocado em prática diariamente para difundir o valor da sustentabilidade.
A empresa comemora o bicampeonato, já que em 2008 também foi vencedora do Aberje com o case “Revista juruti”. Este ano, a Alcoa mostrou o exemplo bem sucedido das ações de comunicação que têm como base o tripé Juruti Sustentável, desenhado pela Alcoa em parceria com a Fundação Getúlio Vargas-FGV e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade-FUNBIO, visando a dar suporte para o desenvolvimento do município de forma ordenada e independente.
09/09/2009
Revista Época: Blogs na Amazônia

A edição desta semana da revista Época traz uma extensa pauta sobre blogs na Amazônia, a partir da pesquisa “Cartografia da Blogosfera Brasileira”, conduzida pelo professor da Universidade Federal do Espírito Santo (e blogueiro) Fábio Malini.
Foram selecionados quatro blogs: do Amapá, Rondônia e Acre. E tem um blog paraense (imagem) na lista que não é sobre política e tampouco feito por jornalistas. Como todo blog bom, os comentários na página da Época esquentaram o debate sobre a própria reportagem e os autores de blogs retratados na reportagem de Eliane Brum, jornalista gaúcha com 20 anos de estrada e uns 40 prêmios de reportagem, entre eles Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna e Sociedade Interamericana de Imprensa.
Aliás, merece destaque um post na caixa de comentários da Época, editado aqui para não limitar seu sentido aos blogueiros do Amapá. Vale como reflexão.
Na Internet, é fácil manter um blog com o objetivo de saciar-se com golpes baixos sobre quem lhe causou um revés. (...) Se a repórter [de Época] utilizasse o rigor jornalístico e não só seu entusiasmo e sua emoção, teria também feito um relato fiel da orgia desses blogs por aqui e na sinistra árvore de comentários anônimos que os adornam. Exatamente como acontece entre os cheiradores de crack nos viadutos: ninguém quer saber o que é verdade e o que é delírio. Se a repórter tivesse ainda mais um pouco de disposição pela verdade, relataria que esses blogs impressiona sim, pela capacidade de ao mesmo tempo acolher e disseminar tolerância e fascismo, ética e delito, transparência e anonimato covarde, esperança e medo, civilização e barbárie. É um caminho sem volta sabemos. Mas se é parte do preço que devemos pagar para viver e trabalhar em uma democracia, não devemos temer. Mesmo que por enquanto seja assustador e ultrajante.
A reportagem completa está aqui.
04/09/2009
Jornalismo do Pará perde Raimundo Pinto

A Temple Comunicação lamenta o falecimento na noite de ontem (3/9) do jornalista Raimundo Pinto, parceiro da agência e amigo pessoal das diretoras Cleide Pinheiro e Mirtes Morbach.
Repórter desde 1971, Raimundo deixa seu nome na comunicação do Pará. Iniciou carreira como repórter no extinto jornal A Província do Pará e integrou, como repórter ou como editor, a equipe dos principais jornais locais. Foi também assessor de comunicação, correspondente de jornais nacionais, como O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal da Tarde, e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará. O reconhecimento profissional veio com a conquista de prêmios importantes, a exemplo do Esso e do Aimex. Seu projeto mais recente era o site Pará Negócios, isso para citar brevemente a carreira desse excelente jornalista.
Para a Temple, que contou com a parceria e consultoria de Raimundo, assim como para aqueles que trabalharam com ele, fica a imagem de um profissional de dedicação e competência únicas. Parceiro para as grandes empreitadas. Experiente, Raimundo tinha o dom do jornalismo de qualidade, sempre buscando a melhor informação e a maneira mais correta de divulgá-la. Ao mesmo tempo, era modesto e gentil, quase que ignorando as qualidades que poderia exibir.. Comportamento que o tornava ainda mais admirável.
Pessoalmente, Raimundo também é um exemplo de amizade e lealdade. Lúcio Flávio Pinto, seu irmão, escreveu um belo texto, reproduzido pelo Blog Espaço Aberto, em que fala do irmão e do profissional que Raimundo foi e que ficará na lembrança de todos.
À família do Raimundo, o abraço fraterno e repleto de carinho de todos nós, da Temple.
03/09/2009
Um... dois... TRÊS Prêmios Aberje

Três clientes da Temple Comunicação venceram o Prêmio Aberje Norte-Nordeste 2009: Alcoa (categoria Comunicação de Ações de Sustentabilidade e Balanço Social), IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração (categoria Eventos Especiais) e Imerys Rio Capim Caulim (categoria Comunicação Integrada).
A próxima etapa é o Prêmio Aberje Nacional, a ser defendido ainda este mês, em São Paulo.
Nossos parabéns aos clientes, principais responsáveis por essa jornada de trabalho, bons resultados e merecido sucesso.
31/08/2009
Blog do Planalto no ar. Sem comentários.
Ficou a impressão de que entrou no ar, em verdade, a agência de notícias do Planalto, por assim dizer. E que tem inclusive estrutura como tal, com uma equipe da Secretaria de Comunicação formada por três jornalistas e dois técnicos exclusivos para o blog, informou o G1.
No primeiro dia, os mais de 10 mil acessos simultâneos deixaram de fora muita gente que tentou conhecer o novo canal.
Mas os números podem refletir mais curiosidade que euforia. Primeiro: no final de junho passado a Secretaria de Imprensa abriu uma consulta pública para saber o que o público esperava encontrar no blog. Não vi em que estratégia isso resultou, mas aposto uns trocados que ninguém recomendou cortar a valiosa (mesmo que muitas vezes mal utilizada) caixinha de comentários. Segundo: enquanto divulgava o futuro blog, a promessa oficial era de “informar, explicar e contextualizar as ações, decisões e mensagens do governo federal”. Nitidamente, por hora só o primeiro verbo se faz presente.
Contextualizar talvez tenha sido um dos avanços dos blogs como veículo de comunicação, ao gerar no debate com a platéia uma caixa de ressonância de temas de interesse público – ela mesma, a tal caixa de comentários. Não se quer discutir se alguns blogs não têm critérios e optem deliberadamente por publicar impropérios como se comentários fossem. A platéia é assim mesmo. Mas o caso é que a caixa de comentários é um avanço exatamente ao ampliar a notícia e dar a ela uma perspectiva maior que o lead ou o título.
É quando o blog funciona como mediador, e não distribuidor de informação.
Tentar controlar todo tipo de opinião gerada pelo público é um tremendo desafio para quem administra algum veículo na internet. Criar regras e apegar-se a elas é uma saída moral e jurídica para muitos blogueiros, a exemplo do que faz Juca Kfouri. E veja lá que muitos blogueiros agem como veículo de comunicação, mas passam longe de qualquer registro próximo dos de uma empresa difusora de notícias.
E reparem que já existem empresas especializadas em produzir comentários em blogs selecionados pelo cliente e todas as técnicas de Search Engine Optimization (numa tradução totalmente livre, é algo como “colocar sua marca entre os primeiros resultados do Google”).
Há um universo de grandes questões que diz respeito às caixinhas de comentários, e que é do tamanho de 60% da população da internet brasileira segundo o Ibope Nielsen Online, que apontou quase 22 milhões de pessoas acessando blogs em julho no Brasil.
Nas organizações, vale inclusive ater-se ao conteúdo, às críticas impublicáveis geralmente recusadas nas intranets. Um gerente de comunicação ou de gestão de pessoas a serviço de uma empresa pode aprender, por meio do esculacho na caixa de comentários, como pensam os empregados insatisfeitos que desabafam, criticam e atacam por meio de comentários anônimos. E daí utilizar a parte mais qualificada dessa informação para pautar o futuro do trabalho. Não à toda, pesquisa do IBOPE e do Nielsen Online indicam que agências de comunicação empresarial estão criando áreas específicas para administrar blogs.
O pessoal da comunicação do governo federal não deveria ter medo da tal caixinha de comentários. Para ela iria resvalar muito, muito lixo, sim. Uma montanha de irrelevâncias a ser deletada. Mas também iria catalisar várias correntes de pensamento e percepções sobre temas que sem dúvida devem interessar quem planeja a comunicação do governo. Temas que interessam ao país – e que se pressupõe, portanto, de interesse do próprio governo.
A opção em banir os comentários do Blog do Planalto deve ter suas razões, mas são razões exclusivamente da instituição governo. Muito exclusivamente da instituição. Tão exclusivamente que não dá para entender como um canal de comunicação do governo, justamente o governo, se dispõe a não assumir os riscos e ouvir o público sem a intermediação das pesquisas de imagem e outros indicadores da comunicação. Algum comentário aí?
Leia o texto completo >>
14/08/2009
Headphone revela histórias do Catalendas

Esta semana, o Headphone invadiu o mundo encantado do programa infantil Catalendas. Nosso bate-papo é com o diretor do programa, Roger Paes.
Há uma década no ar, o Catalendas é uma produção da TV Cultura do Pará, que há oito anos é transmitido em rede para todo o Brasil e mais recentemente passou a ser exibido no canal pago Rá-tim-bum.
O formato da produção faz tanto sucesso, que ele foi citado em uma matéria sobre programas regionais publicada na Revista Veja de 05 de agosto.
Nesse bate-papo, Roger revela as histórias do Catalendas. Clique aqui e escute!
27/07/2009
Segundo tempo da entrevista com Guilherme Guerreiro
Como todo bom jogo, emoções fortes também rolam no segundo tempo.
Esta semana, você confere a segunda parte da entrevista com o locutor Guilherme Guerreiro.
Ele vai falar sobre a participação das mulheres nas coberturas esportivas nas rádios AM, a Copa que não veio para Belém e histórias dos bastidores de quem já tem mais de 30 anos de experiência.
Confira o segundo tempo!
20/07/2009
Headphone entra em campo e conversa com Guilherme Guerreiro
O mundo do esporte na rádio AM é o tema da nossa entrevista da semana.
O Headphone recebeu no Ide Studio o radialista Guilherme Guerreiro. Com mais de 30 anos de carreira, ele fala da cobertura esportiva no Pará, da rotina e, claro, revela situações hilárias dos bastidores da rádio.
O papo foi muito bacana e assim como são as partidas no futebol, a conversa vai ser dividida em dois tempos.
Põe o headphone e escuta!
O papel da comunicação na prevenção de acidentes de trabalho
Lilianne Villacorta, Tom Jones e Nihara Pereira
Comunicação previne acidentes no ambiente trabalho? Para responder a esta pergunta, o Blog T convidou profissionais responsáveis também pela comunicação interna de grandes indústrias – setor onde estão os maiores riscos ao trabalhador e onde estão os principais investimentos em equipamentos de proteção, protocolos de segurança e, claro, comunicação dirigida para prevenção.
São empresas clientes da Temple Comunicação, e que acumulam experiência no uso de ferramentas como jornais, revistas, murais, newsletters, exposições, teatro, campanhas, rádio e até televisão. Tudo para falar diretamente ao trabalhador sobre segurança - seja para clarificar as regras internas estipuladas por especialistas no tema, seja para valorizar a vida humana. São experiências de muito esforço, participação direta das pessoas e criatividade nas linguagens de comunicação.
É que o conta a gerente de Comunicação da Mineração Rio do Norte (MRN), Ana Cunha. Ela diz que a comunicação hoje representa, junto com outras áreas de apoio, a base para a condução dos processos e dos negócios de uma organização. Inclusive segurança. “As ferramentas não precisam ser inovadoras para serem eficazes. O que fazemos é usar ou adequar procedimentos sabidamente eficientes. O mais importante é tentar inovar na abordagem e não no veículo”, opina.
Para Tathy Fleury, analista de comunicação da Imerys Rio Capim Caulim, as campanhas internas são oportunidades de integração, de tirar dúvidas, além de abrir espaço para compartilhar conceitos e idéias. “Nós incluímos nossos colaboradores nessas campanhas, seja em concursos de frases ou em peças de teatro sobre segurança em que os atores interagem com os funcionários da empresa. Buscamos sempre mostrar que eles são protagonistas e fundamentais para que o trabalho na empresa ocorra com a máxima segurança”.
A empresa distribui a informação através de comunicados internos em quadros de aviso e e-mails, além do informativo interno Foco, distribuído mensalmente, e campanhas no decorrer do ano.
Muitas indústrias mantêm a tradicional Semana Interna de Prevenção de Acidentes na agenda anual. A segurança, por ser exigência trabalhista legal ou ao menos a partir disso, tornou-se tema permanente nas indústrias. Tal caso: Tathy Fleury lembra que em se tratando de segurança, mesmo números baixíssimos de acidentes de trabalho precisam ser reduzidos mais e mais.
Nesse esforço, o formato da mensagem pouco tem a ver com publicidade. Ela deve ser clara, objetiva e eficiente para que chegue a todos os funcionários. Um exemplo é o DDS - Diálogo Diário de Segurança, apontado como um dos mais eficazes procedimentos de comunicação com os funcionários. É o exercício da comunicação face a face. “Tanto que as campanhas ganham força depois de apresentadas e justificadas nessas dinâmicas”, Tathy completa. Na MRN não é diferente, afirma Ana Cunha.
“O DDS é um encontro de dez minutos feito antes de se começar qualquer turno, no qual é reforçada aos colaboradores a importância da segurança no trabalho. Isso faz com que essa consciência esteja sempre presente na rotina dos colaboradores, ou seja, eles já começam o dia centrados na meta de serem sempre zero em acidentes”.
15/07/2009
O manual do guerrilheiro
As empresas cedem aos encantos do marketing de guerrilha - uma estratégia de promoção que traz visibilidade e risco na mesma proporção
A ação foi um dos mais bem-sucedidos casos de marketing de guerrilha, como são chamadas essas ações promocionais realizadas nas ruas, quase sempre envolvendo o uso da internet, com baixo investimento e que buscam a repercussão por meio do bom e velho boca a boca. A tática de guerrilha se enquadra na categoria do marketing que os americanos definem como bellow the line - ou seja, ações paralelas à publicidade tradicional, voltada para a comunicação de massa. "O marketing de guerrilha se tornou uma opção a mais numa categoria que envolve atividades como eventos, promoções em ponto de venda, e até mesmo ao outdoor, que depois de proibido em São Paulo cedeu espaço a outras iniciativas de baixo custo", diz Rafael Liporace, sócio da Biruta. O número de ações realizadas pela agência reflete essa súbita procura. A Biruta deve fechar 2009 com 270 ações, ante as 88 realizadas em 2006.
13/07/2009
Headphone faz homenagem a Juvêncio Arruda
Documentários, Academia Amazônia, debatedor do Sem Censura... Apesar dessa longa história, foi no mundo virtual que Juvêncio Arruda, o Juca, vinha revolucionando a comunicação paraense.
O mundo dos blogs no Pará é dividido antes e depois do Quinta Emenda, o blog mais acessado de Belém.
Formado em Economia, com uma voz divina e um papo maravilhoso, Juvêncio mantinha a popularidade do Quinta misturando doses de informação e sátira.
Nesta segunda-feira, 13 de julho, nos despedimos deste grande homem. E todos que nos acostumamos a fazer do Quinta Emenda leitura diária obrigatória nos sentimos hoje mais tristes e um pouco órfãos dos posts irreverentes do Juca.
O Blog T presta sua homenagem relembrando uma das maiores habilidades do Juca: um bom papo. A entrevista do Headphone foi gravada no dia 19 de maio.
09/07/2009
Centro Knight oferece curso on line gratuito
O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas inscreve até o próximo dia 12 para o curso on line gratuito “Introdução à Reportagem com Auxílio do Computador”. O curso será oferecido em português entre os dias 27 de julho e 23 de agosto pelo jornalista brasileiro José Roberto de Toledo. Toledo, um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e da agência PrimaPagina, é pioneiro nas técnicas de RAC no Brasil.
Para efetivar a inscrição ou obter mais informações acesse o link
.
03/07/2009
Célia Pinho é entrevistada no Headphone
A primeira entrevistada do Headphone neste mês de julho é a jornalista Célia Pinho.
Com alguns muitos anos de tv, ela começou no SBT, passou pela RBA, Record e recentemente voltou a fazer parte da equipe do canal 5.
Para conhecer um pouco mais essa jornalista formada pela Universidade Federal do Pará, escute o Headphone!
22/06/2009
As redes sociais e uma (nova) forma de fazer comunicação
.jpg)
E é exatamente esse “relacionamento” que tem sido posto em debate nos últimos anos, já que as corporações têm percebido o crescimento desses canais e as possibilidades que eles trazem. No entanto, algumas empresas ainda ficam na retaguarda na hora de apostar nas redes sociais, seja para expandir negócios ou até se mostrarem disponíveis para esclarecimentos e informações.
O assunto foi um dos mais interessantes do 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, realizado no mês de maio em São Paulo. Agora, Forni comenta no Blog da Temple sobre o uso desses recursos, a reação que eles causam nas instituições e que possibilidades trazem.
Blog T – Você tem perfis no Orkut, Facebook, My Space, Twitter e blog? Com que frequência acessa essas redes?
Forni - Tenho duas páginas na internet, onde tenho um blog com matérias e comentários sobre gerenciamento de crise e comunicação. Não é um blog nos moldes tradicionais. Nas redes sociais, tenho perfil no Orkut e Twitter. O blog eu atualizo pelo menos umas duas vezes por semana, sempre comentando assuntos relacionados com crises de imagem, crises da mídia, análise da mídia e outros temas correlatos. O Orkut, de início, eu acabava até me esquecendo de acessar, porque não trato de assuntos profissionais, nem pessoais nas redes sociais. Prefiro o e-mail. Ao Twitter, recentemente eu aderi. Pelo menos todos os dias eu acompanho as pessoas que escolhi para seguir e me posiciono sobre o que estou fazendo no âmbito profissional, inclusive colocando links para posts de meus sites. Confesso que desdenhava um pouco das redes sociais até o início deste ano. Começo agora a olhar para elas com outro olhar.
Blog T - Ao que tudo indica, as redes sociais tendem a dominar as discussões e até a formação de opinião das pessoas. Como você avalia isso?
Forni - As redes sociais vieram para ficar. Estão ocupando um espaço que antes era ocupado por outras mídias. Recente pesquisa detectou que, na preferência do brasileiro para entretenimento, o acesso à internet – o que inclui as redes sociais – superou a televisão, fenômeno que ainda não acontece nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, onde a tevê ainda impera. Os jovens, principalmente, estabelecem relações virtuais muito cedo, resolvendo tudo por meio das redes sociais. De festas a brigas de rua ou protestos. Movimentos de adesão, como agora tivemos no Irã e protestos na China e em outros países, utilizam as diversas plataformas existentes. Por isso, países que não têm completa liberdade de expressão, como China, Irã, Coréia do Norte, começam a bloquear ou pelo menos restringir o acesso a esses meios. O exemplo mais emblemático foi a recente eleição de Obama, nos EUA. Ele conseguiu mobilizar um contingente de milhões de pessoas, que aderiram à sua candidatura, com contribuições de até 100 dólares, por meio das redes sociais, incluindo o You Tube. Entre os meios, sem dúvida, o Twitter é a grande vedete atual, com crescimento de 1.382% entre fevereiro de 2008 e 2009. No Brasil, segundo pesquisas, 80% dos consumidores on line utilizam redes sociais.
Blog T - Pela sua experiência, como é a primeira reação das empresas ao serem “apresentadas” às redes sociais? Elas acreditam que esses meios podem ser aliados na sua área de comunicação ou ainda visualizam como algo distante?
Forni - As empresas brasileiras estão aos poucos aderindo a esses meios, mas é uma adesão lenta e desconfiada. Por que desconfiada? Muitos executivos não acreditam ainda que as redes sociais podem ser um diferencial de negócio. Há um dado interessante com a Rede Globo. O consenso geral é que a Rede Globo monopoliza a opinião geral do país. Com todo o poder de penetração que tem, ela falaria com todo o país. Mas ela mesma se deu conta de que fala somente com 50 milhões de brasileiros. É muito? Bem, para os padrões médios é um baita público. Mas isso é parte do país apenas. E os demais? Só por meio de outras redes, que não a tevê, ela pode chegar a esse público. E é o que está fazendo. Buscando alternativas de conquistar esse público por meio das redes sociais, principalmente os jovens que desdenham da televisão. Em muitas empresas, os CEOs aderiram ao Twitter como forma de interagirem com um público novo. As empresas mais modernas entenderam que blogs podem fazer a diferença na hora de lançar um produto ou um diferencial ao produto.
Forni – Sim. No 12º Congresso de Comunicação Empresarial, realizado em São Paulo, no fim de maio, pela Mega Brasil Comunicação, as principais palestras internacionais abordaram as redes sociais como a grande novidade do Congresso. Esse foi o diferencial em relação ao ano anterior, o grande avanço. Talvez muitos brasileiros não tivessem se dado conta de como as redes avançaram em países como EUA e Inglaterra, de onde vieram alguns palestrantes. Já existem congressos, seminários dedicados unicamente às redes sociais.
Blog T - Na atualidade, o fato de “todos terem voz” prejudica as corporações? Como elas podem tirar proveito desse contato mais próximo com esse consumidor?
Forni - Não prejudica. O que se estabelece é uma nova relação entre empresa e consumidor. Antes da internet, nós tínhamos a ditadura da empresa. O surgimento da web começou a revolucionar esse conceito. Com as redes sociais, as corporações ficaram mais vulneráveis, é verdade. Basta lembrar recente episódio envolvendo a Domino's nos EUA, quando dois empregados colocaram imagens no You Tube com cenas grotescas na hora de preparar sanduíches para clientes de uma loja no interior dos EUA. Em poucas horas, 700 mil acessos foram registrados. No fim do dia, dois milhões de pessoas tinham acessado o vídeo. Imaginem o estrago desse vídeo na imagem da Domino's. Isso vale para empregados, mas vale também para qualquer tipo de cliente, em qualquer lugar do mundo. Elas podem desenvolver produtos mais adequados aos mercados, ouvindo os consumidores. O verbo mais conjugado hoje em encontros que discutem a relação das empresas com os seus stakeholders é escutar, escutar, escutar.
Blog T - Como trabalhar os empregados para que os mesmos não exponham as empresas em blogs pessoais e demais redes sociais?
Forni - Os empregados precisam ter uma relação bem resolvida com as organizações. Eles representam o principal formador de opinião em relação à corporação. Eles precisam entender o papel das redes sociais e o estrago que elas podem causar na empresa. Mas só os empregados com autoestima elevada, motivados e comprometidos com os propósitos da organização podem entender isso. Eles devem estar conscientes de que não existem hoje crises locais, são todas globais e que uma brincadeira em Conover, Carolina do Norte, pode afetar os negócios da Domino's na Austrália, no Brasil ou no Cazaquistão.
Forni - Não substitui. As redes sociais são importantes, é uma nova força de vendas, se a empresa souber utilizá-la adequadamente. Mas não substitui a força da publicidade, que continua como um diferencial importante para a empresa se expor e vender seus produtos. Basta dizer que, assim como a publicidade nos jornais e revistas tem decaído nos últimos anos, pelo menos nos países desenvolvidos, a publicidade na web tem crescido. A publicidade, ao contrário, está se servindo dos blogs e redes sociais, descobrindo um novo filão para vender.
Blog T - Você acredita que esses espaços virtuais podem render negócios?
Forni - Sim. No Brasil, pode ser ainda incipiente, mas em outros países começam a ser importante meio para vender produtos. Existe uma experiência no lançamento do novo computador Lenovo, quando durante as Olimpíadas foram utilizados 100 atletas olímpicos com blogs em computadores Lenovo e que divulgaram o lançamento como um acontecimento natural. O resultado dessa iniciativa, segundo a empresa de RP organizadora, foi estupendo. As empresas com produtos voltados para jovens, como tênis, refrigerantes, material esportivo aderiram às redes exatamente para "capturar" esses clientes, tentando ouvir o que eles têm a dizer no meio da tribo. Ao considerar que a maioria dos jovens frequenta essas redes, o produto tem que ser lançado de modo segmentado. Se eu quero atingir os jovens, tenho que estar presente nas mídias sociais. Algumas empresas ainda subestimam a capacidade das redes sociais como difusor de produtos.
17/06/2009
Exercício do jornalismo não exige diploma, diz STF
Informações do G1
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) derrubar a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista. Em plenário, por oito votos a um, os ministros atenderam a um recurso protocolado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que pediam a extinção da obrigatoriedade do diploma.
O recurso contestava uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que determinou a obrigatoriedade do diploma. Para o MPF, o decreto-lei 972/69, que estabelecia as regras para exercício da profissão, é incompatível com a Constituição Federal de 1988.
O único recurso possível contra a decisão do Supremo (embargo de declaração) não mudaria o resultado do julgamento –apenas teria a função de esclarecer eventuais dúvidas relativas sobre o assunto. Por conta disso,o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, já disse que a entidade não vai recorrer.
Relator do processo, o presidente do STF, Gilmar Mendes, concordou com o argumento de que a exigência do diploma não está autorizada pela Constituição. Para ele, o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área. “A formação específica em cursos de jornalismo não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros.”
Os ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello seguiram o voto do relator. Único a votar pela exigência do diploma, Marco Aurélio Mello disse que qualquer profissão é passível de erro, mas que o exercício do jornalismo implica uma “salvaguarda”. “Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize sua atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral”, argumentou Mello.
A disputa judicial sobre a constitucionalidade da exigência do diploma começou em 2001, quando a 16ª Vara Federal de São Paulo concedeu liminar (decisão provisória) que suspendeu a obrigatoriedade do diploma para a obtenção de registro profissional. Em 2005, antes de o caso chegar a instâncias superiores, a liminar foi revogada pela 4ª Turma do TRF-3.
Em novembro de 2006, no entanto, uma liminar concedida por Gilmar Mendes garantiu o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão sem possuírem graduação em jornalismo ou mesmo registro no Ministério do Trabalho.
Reação - O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista. Ele criticou o posicionamento da mais alta corte do país e disse que a categoria não vai desaparecer, apesar do “duro golpe”.
“É um contrasenso. A sociedade exige profissionais extremamente especializados. Lamento que o Supremo tenha andado na contramão. Mas tenham certeza que nem o jornalismo e nem a nossa categoria vão desaparecer”, afirmou durante entrevista coletiva, após o fim do julgamento.
Murillo acrescentou que a partir da decisão, a Fenaj irá buscar caminhos para que a categoria não seja prejudicada, mas antecipou que não pretende entrar com recurso contra a decisão, porque ela reflete um posicionamento definitivo do Supremo.
“É um golpe duríssimo na nossa profissão. São 40 anos jogados no lixo. Apesar do golpe profundo, não é uma sentença de morte”, disse. “Felizmente, não nos proibiram de exercer o jornalismo no Brasil”, ironizou, em referência ao fato de o Supremo "pelo menos ter deixado os jornalistas com diploma continuarem a exercer a profissão".
Já Taís Gasparian, advogada do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp), autora da ação que pedia a extinção da obrigatoriedade do diploma, alegou que a exigência do diploma é inconstitucional, sob o argumento de que a Constituição garante a liberdade de expressão e o livre pensamento.
Para ela, o jornalismo é uma profissão que não depende de qualificação técnica específica. “É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo de conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade. A obtenção dessas medidas não ocorre nos bancos de uma faculdade de jornalismo”, afirmou a advogada.
Segundo Mendes, a partir de agora serão os próprios meios de comunicação que deverão exercer o mecanismo de controle da contratação de seus profissionais.
Os blogs na ribalta, hoje à noite, na Unama BR
Os três vão colocar os blogs na ribalta.